domingo, 23 de maio de 2010

Entrevista com OSCAR NIEMEYER

OSCAR NIEMEYER




O jornal inglês Daily Telegraph concedeu ao nosso personagem um título pomposo, num artigo publicado no ano passado :

Oscar Niemeyer é o “último grande arquiteto modernista visionário”.

O Oscar Niemeyer que aparece nas enciclopédias pode ser descrito como um gigante da arquitetura mas, pessoalmente,exala uma certa fragilidade.É baixo.Fala com voz contida.Declara-se olimpicamente desinteressado das glórias terrenas. É provável que a alegada modéstia esconda,na verdade,uma ponta de justificada vaidade. Arquitetos desenham casas,prédios,praças.

Niemeyer concebeu uma cidade :

- "Quando chego perto de Brasília, parece um milagre.Fico pensando que seria quase impossível Juscelino ter feito aquela obra toda em três anos e meio. Hoje,para fazer um dez edifícios, levam-se três anos. Em Brasília,era preciso fazer tudo : uma cidade inteira. Aquilo foi uma cruzada que mostrou que nós,brasileiros,podemos fazer alguma coisa. Brasília foi um momento importante para o povo brasileiro".

Quando recita sobre Brasília, Niemeyer parece encarnar o título de “visionário”. Uma longa entrevista com Niemeyer,no escritório em que trabalha até hoje,pode trazer surpresas. Comunista renitente, recusa-se a aceitar o fim inexorável da União Soviética. Corre o risco de segurar o bastão de último comunista incondicional do planeta. Gilberto Freyre disse uma vez que Niemeyer,arquiteto genial,era um homem ignorante porque vivia repetindo palavras de ordem marxistas (Niemeyer dá,nesta entrevista, uma resposta mineira quando confrontado com a crítica) . A bem da verdade,diga-se que Niemeyer não é cem por cento previsível em suas declarações de princípios. Exemplo : é um pessimista que,contraditoriamente,gosta de falar em esperança. Um diálogo com ele pode ser rico e surpreendente. O ateu Niemeyer emociona-se ao descobrir,através de um amigo cientista, que o Homem e as estrelas são feitos da mesma matéria. Nem tudo é amargor na cartilha do mais célebre dos arquitetos brasileiros. Pelo contrário. Aos noventa e três anos, é um apóstolo devotado da seita dos que nunca deixaram de acreditar nesta utopia de seis letras chamada Brasil.

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O senhor transmite uma visão pessimista da vida - um certo enfado diante das coisas.Como é que se justifica tanto pessimismo num homem tão bem sucedido ?

Niemeyer : “Sou pessimista diante da idéia de que o homem ,quando nasce,já começa a morrer,como notou Jean Paul Sartre.Mas,na vida,caminhamos rindo e chorando o tempo todo : é preciso,então,aproveitar o lado bom da vida,usufruir o melhor possível e aceitar os outros como eles são.Sempre digo : o importante é o homem sentir como é insignificante,é o homem olhar para o céu e ver como somos pequeninos. Ultimamente, no entanto ,tenho me espantado como a inteligência do homem é fantástica ! Tenho conversado sobre astronomia.Como é imprevisível o que ele pode criar ! . Numa dessas conversas que tenho tido com um amigo sobre o cosmo, ele me explicou que o homem é filho das estrelas.A matéria é a mesma ! Então, é mais emocionante ser filho das estrelas do que ser filho da terra. Eu sempre dizia que a vida não teria sentido,o homem é filho da terra, como os outros bichos,os outros animais. Mas acho que o futuro será melhor.

Os mais inteligentes se queixam do mundo.Acham que o mundo tem prazeres e alegrias,mas a razão de a gente estar aqui é precária.Em todo caso,ninguém quer abandonar o espetáculo.

Entre os homens, a maioria é formada pelos que lutam,os que estão sofrendo,os que são humilhados. O drama do ser humano é ver o homem nascer e morrer. Ninguém quer nem pensar sobre este assunto. Os mais ricos estão se divertindo. Não querem pensar em nada : só querem usufruir as boas coisas da vida. Os outros nem têm nem tempo para conseguir viver um pouco”.

O senhor sempre disse que via o homem como um bicho “terreno,biológico,sem mistérios”. Depois dos noventa anos de idade,esta visão de mundo mudou de alguma maneira ?

Oscar Niemeyer : “A visão do mundo,não . O pessimismo é coisa antiga – antiquíssima- que,no entanto,não leva ao niilismo. Jean Paul Sarte era pessimista : dizia que toda existência é um fracasso. Mas ele gostava da vida. Apoiou todos os movimentos populares e progressistas de libertação. Dizia aos amigos que gostava de ter dinheiro no bolso pra dar de esmola. Então, uma coisa - o pessimismo- não tem a ver com a outra - o niilismo. O que acho –sempre - é que o homem tem de viver dentro da verdade, saber que não é importante. A disseminação dessa crenca levaria o homem a uma posição mais modesta. Porque o homem precisa saber que a vida é curta mesmo. Isso não quer dizer,no entanto, que a vida deva ser marcada pelo niilismo. Não ! O homem continua a sonhar, a pensar nas coisas boas - de braços dados uns com os outros”.

Se o senhor fosse chamado a escrever um verbete sobre Oscar Niemeyer numa enciclopédia, qual seria a primeira frase ?

Niemeyer : “Eu diria que é um ser humano como outro qualquer - que nasceu,viveu e morreu. Sou um homem comum – que trabalhou como todos os outros.Passou a vida debruçado sobre uma prancheta.Interessou-se pelos mais pobres. Amou os amigos e a família. Nada de especial .Não tenho nada de extraordinário.Acho ridículo esse negocio de se dar importância.Eu consegui manter,a respeito dos homens, uma posição que me tranquiliza muito : vejo os homens como uma casa,em que você pode consertar as janelas,acertar o aprumo das paredes,pintar.Mas,se o projeto inicial foi ruim,fica prejudicado. Aceito as pessoas como elas são. Todo mundo tem um lado bom e um lado ruim. O homem nasce numa loteria : é bom,é ruim,é inteligente ou não. Se a gente aceita este fato como uma condição inevitável,a gente tem de ser mais paciente com as pessoas,aceitá-las como elas são”.

O senhor escreveu : "Sempre admiramos as pessoas que são o que nós gostaríamos de ser" .Quem é que o senhor gostaria de ser hoje ?

Niemeyer : “Não vou citar ninguém.Mas gostaria de ser um sujeito normal - que tem prazer de ser útil e ajudar os mais pobres.É o mais importante na vida”.

O seu medo de viajar de avião é famoso.A que grande encontro o senhor faltou por ter medo de viajar de avião ?

Niemeyer : “Eu tinha combinado com Assis Chateaubriand de me encontrar com ele em Pernambuco . Ele foi na frente,eu iria depois.Mas ele foi -e eu não. Quando ele se encontrou comigo,dias depois,disse : " Você agiu como um verdadeiro comunista !" . Mas ele gostava de mim; nos dávamos bem. O medo de viajar de avião me atrapalhou muito.Um dia,eu estava em Brasília, JK me telefonou para que eu viesse com ele de avião para o Rio de Janeiro.Não vim. Viajei de automóvel. Houve,então,um acidente com o carro em que eu viajava. Passei quinze dias no hospital. O medo de avião não vem de nenhum raciocínio . É coisa minha mesmo. Não viajo quando não quero. Mas muitas vezes invento essa historia de medo de avião,,porque não quero viajar”.

O senhor disse que tinha uma certo " sentimento de culpa" por ter tanto medo de avião .É verdade ?

Niemeyer : “...Mas eu não gosto desse negócio de altura ! Tantas vezes voltei do caminho....Deixei de viajar.Uma vez,eu estava na Argélia.Quando chegou a hora de o avião sair - eu já tinha posto aquele balinha na boca - , eu disse : “Não vou !” . Peguei o meu colega e saí. Isso criou uma dificuldade,porque a mala já estava no avião. Mas viajei muito. Já embarquei três vezes num Concorde ! É um sistema pra prático - que a gente tem de aceitar”.

O senhor se lembra quando foi a primeira vez em que Juscelino Kubitscheck falou ao senhor sobre o sonho de construir Brasília ?

Niemeyer : “Eu me dei com Juscelino desde o primeiro dia .O primeiro trabalho que fiz como arquiteto foi a Pampulha- a primeira obra que ele construiu.Pampulha, então, foi o início de Brasília : a mesma pressa, a mesma correria,os mesmos problemas econômicos para fazer a obra.Quando veio a idéia de Brasília, JK foi à minha casa,nas Canoas,no Rio. Descemos junto para a cidade. Juscelino vinha dizendo : " Oscar,vou fazer Brasília !.Vai ser a capital mais bonita do mundo !" .

O senhor tem alguma dúvida sobre as circunstâncias da morte de JK ?

Oscar Niemeyer : ”Não.Nenhuma.Acho que foi um acidente”.

Qual foi o último encontro entre os dois ?

Niemeyer : “Quando Juscelino estava em Paris,estive com ele. Eu ia ao apartamento em que ele vivia.Juscelino foi uma pessoa muito importante para a vida brasileira. A construção de Brasília foi um momento de otimismo e de esperança. Brasilia foi aquele luta : a terra vazia, tudo por começar,sem estrada,sem conforto.Mas havia entusiasmo.Havia pressão de Juscelino e de Israel Pinheiro.A meta era : terminar de qualquer maneira. O prazo foi cumprido. Brasília foi um momento estranho : vivíamos junto aos operários,freqüentávamos as mesmas coisas,as mesmas boates,com a mesma roupa.Aquilo dava uma idéia de que o mundo estava evoluindo,o tempo estava melhorando.Iria desaparecer aquele barreira de classes.Mas era um sonho.Depois,vieram os políticos,vieram os homens do dinheiro.Tudo recomeçou : essa injustiça imensa,tão difícil de reparar”.

O poeta Joaquim Cardoso vivia dizendo ao senhor que era importante visitar os observatórios para estudar o céu.É esse o motivo que o levou a se interessar por astronomia ?

Niemeyer : “ Tenho conversado,no meu escritório,com um cientista que vem falar sobre o cosmo. É um assunto que interessa a gente- principalmente quando a conversa se encaminha para a esperança e a invenção . A gente vê como tudo é

possível ! O homem ,que parece insignificante, tão pequenino quando visto do céu, na verdade é o único elemento de inteligência no universo. Tudo é possível, então ! A gente lembra de

que há cinquenta anos não existia televisão. Agora , a gente já admite a transposição da matéria ou que o homem possa viajar entre as estrelas. Pode até habitar outros planetas. Um mundo novo vem surgindo. E é fantástico”.

O senhor,que é um homem sem crença religiosa,em algum momento teve a tentação de acreditar em Deus ?

Niemeyer : “Venho de uma família católica - que veio de Maricá, eram fazendeiros. O meu avô foi do Supremo Tribunal. Tínhamos missa em casa,com a presença de vizinhos. Mas,quando saí para a vida,superei tudo isso.Vi que o mundo era injusto. Não acredito em nada. Acredito na natureza : tudo começou não se sabe quando nem como. Eu bem que gostaria de acreditar em Deus.Mas não.Sou pessimista diante da vida e do homem”.

O que o levou a não acreditar em Deus foi essa constatação de que o mundo era injusto ?

Niemeyer : “ O mundo é injusto,sem perspectiva.A indagação que a gente faz os pintores antigos já escreviam nos quadros : “De onde viemos ? O que somos ? Para onde vamos ?”. Quando eu era pequeno – tinha uns quatorze anos - já pensava na morte. Ficava meio desesperado quando pensava que o sujeito vai desaparecer, não vai pensar mais nada. Mas a vida é assim : o que a gente deve é procurar procurar ser útil e dar as mãos”.

O senhor uma vez escreveu "minha posição diante do mundo é de invariável revolta" .Onde é que nasceu esse sentimento ?

Niemeyer : “Veio da miséria que nos cerca.Ninguém resolve. É uma luta de milhares de anos : a gente vê os mais ricos usufuindo tudo. Quando faço um projeto de um prédio público - por exmeplo- procuro fazer algo bonito. Primeiro,porque esse é o caminho da arquitetura. Eu sei que os mais pobres não vão usufruir nada desse edifício, mas sei que, se o edifício for bonito, os pobres vão parar e ter um momento de espanto e alegria ao ver uma coisa diferente”.

O senhor não vive na casa que o senhor projetou. Por que é que o homem Oscar Niemeyer não vive na casa que o arquiteto Oscar Niemeyer ?

Niemeyer : “Eu gostaria. Vivi lá dez anos. Lá , JK foi me procurar. Mas é longe,num lugar um pouco deserto. Nesse clima em que vivemos - com assaltos e insegurança – o pessoal prefere ficar mais no centro.A casa ficou vazia. Quase todo dia vem visitante para vê-la. Eu mantenho a casa porque é um bom exemplo de arquitetura, o lugar é bonito”.

O senhor - que gosta de futebol - participou do concurso para escolha do projeto para a construção do estádio do Maracanã . Como seria o Maracanã de Oscar Niemeyer ?

Niemeyer : “O meu estádio seria pior. Naquele tempo,a idéia que tínhamos de arquitetura em relação a estádio de futebol era fazer uma única arquibancada do lado em que o sol não batesse na cara do espectador. Depois,ao começar a frequentar estádios,vi como era importante existir arquibancada também do outro lado. O sujeito vê o campo , vê o jogo,mas precisa ver também a alegria do estádio ! Então,um estádio circular,como o Maracanã,é a solução melhor. Passaram-se alguns, eu estava na casa de Maria Martins,em Petrópolis, quando chegou Getúlio Vargas,a quem eu nunca tinha encontrado.

Getúlio olhou para mim e disse : " Se eu tivesse ficado no governo,teria feito o seu estádio" .Tive vontade de dizer : " Era ruim. O outro projeto era melhor" .

É verdade que o senhor projetou uma casa para o seu motorista numa favela no Rio ?

Niemeyer : “O meu motorista mora na favela da Rocinha,em São Conrado.É um amigo : trabalha comigo há quarenta anos.Fiz uma casa para ele lá,porque me dá prazer ser útil. A gente se sente mais tranqüila quando colabora. O fato de comprar um apartamento para Luís Carlos Prestes também me agradou (N:Niemeyer deu de presente um apartamento ao líder comunista,na rua das Acácias,na Gávea,zona sul do Rio).

É como encontrar com uma pessoa na rua e dar dinheiro.De vez em quando,um colega me diz : “É besteira,não adianta nada”. Ora,eu sei que não adianta,mas estou dando um momento de alegria para a pessoa.Não importa que ela vá usar o dinheiro para beber”.

Em termos arquitetônicos,qual foi a preocupação que o senhor teve ao desenhar a casa para o motorista,na favela ?

Niemeyer : “Ser útil ! Saber que ele agora tem um teto.O problema brasileiro é esse. O movimento que nos entusiasma hoje no Brasil é a luta pela reforma agrária. O mais impoirtante no momento é o movimento do sem-terra. Quando o movimento começou, fiz uma espécie de estandarte para eles. Mas,já na primeira briga, o estandarte foi estraçalhado. Os integrantes do movimento vieram ao meu escritório, fizeram um pequeno comício. Isso entusiasma a gente : mexer no mundo,mudar um pouco,acabar com essa miséria”.

Todo mundo tem um museu imaginário na cabeça. Qual é a grande obra do museu imaginário de Oscar Niemeyer ?

Niemeyer : “Sempre digo que a arquitetura não é o mais importante para mim. O importante é a vida, os amigos. Mas a grande obra é aquela em que a gente sente um momento de esperança,como aconteceu em Brasília. A gente achava que o mundo iria mudar ; o preconceito de classe iria desaparecer . Momentos de esperança é que são importantes”.

Quais serão os próximos projetos ?


Niemeyer : “Fiz um projeto que me interessou para Londres : um hotel situado a cem metros de altura. Aqui no Brasil, tenho dois projetos que me ocupam com todo interesse : o Centro Cultural de Brasília,que o governador Roriz pensa em

realizar,para completar o eixo monumental.É importante para Brasília porque o cartão de visita da cidade é chegar e ver os palácios- o Eixo Monumental. O projeto para a Prefeitura de Niterói é ambicioso,com igreja,catedral,teatro. O terreno fica de frente para o mar : é bonito,um espetáculo de arquitetura. Os prédios vão ter uma unidade.

Quando a arquitetura é bem feita, é facil de compreeender.A arquitetura é verdadeira quando é fácil. A minha arquitetura é assim : feita com a preocupação da beleza . Quer ser bonita, ser lógica e,princiupaslmente,ser inventiva. Quem vai a Brasília pode gostar ou não do Palácio.Mas não pode dizer é que viu antes coisa parecida.

Quem é que fez um Congresso com aquelas cúpulas ? Quem é que fez as colunas do Palácio do Planalto ? Aquilo é invenção,é arquitetura”.

O senhor nunca abriu mão do sentimento de beleza na arquitetura ?

Niemeyer : “O caminho da arquitetura é esse : a arquitetura tem de ser bonita. Se é mais justa,é ainda melhor. A arquitetura que faço é livre - de acordo com o clima do país -,um pouco ligada às velhas igrejas de Minas Gerais,numa relação com o passado.Mas é discriminatória,o que é outro problema.Se a gente quiser fazer uma arquitetura que chegue ao povo,não é um problema de arquitetura : é um problema de revolução. Porque é verdade que só os ricos é que usufruem”.

Em que momento das vida o senhor adquiriu a certeza de que a arquitetura precisa ser bonita – e não apenas funcional ?

Niemeyer : “Tive pouca influência de Corbusier. Mas fui influenciado por ele no dia em que ele me disse : arquitetura é invenção. Eu saí procurando esse caráter inventivo da arquitetura. Quando eu me lembro da Pampulha ou de Brasília,vejo que eu fazia as formas mais diferentes.Perguntaram a mim o que significava.Eu tinha de ficar dando explicações. É como digo : os mais pobres não usufruem. Mas,quando a arquitetura é bonita, os pobres podem parar e ter aquele momento de prazer ao ver algo diferente”.

O senhor hoje mudaria a concepção dos Palácios de Brasília ?

Niemeyer : “Não. Naquele momento,foi o que me ocorreu: eu quis fazer uma arquitetura mais leve,os prédios como se estivessem apenas tocando chão.Joaquim Cardoso entendia e se esmerava,para fazer o mais fino possível. Quando fui para a Europa,eu já estava preocupado com a engenharia do meu país,para mostrar que nós não somos bobos. A gente sabe das coisas”.

Diante de suas obras obras,Darcy Ribeiro disse que que o senhor é o único brasileiro que será lembrado daqui a quinhentos anos.O senhor concorda ?

Niemeyer : “Darcy Ribeiro era amigo.E os amigos dizem tudo”.

O senhor conseguiria definir o Brasil numa só palavra ?

Niemeyer : “Esperança. É o que a gente tem de ter”.

(2000)




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